COTAÇÕES AGRÍCOLAS

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

China inicia estocagem da soja da safra nova e interrompe leilões dos estoques estatais



China inicia estocagem da soja da safra nova e interrompe leilões dos estoques estatais

O Centro Nacional de Informações sobre Grãos e Óleos da China informou, nesta segunda-feia (19), que os leilões dos estoques estatais de soja no país serão suspensos temporariamente. A medida do governo chinês foi tomada pois agora será iniciada a armazenagem de soja da nova safra. 

Segundo a estatal, a partir de agora, portanto, os compradores de grãos das reservas do governo não poderão mais vendê-los de volta ao Estado, já que Pequim irá comprar soja a preços mais altos. O valor deverá ficar próximo dos 4.600 yuans por tonelada da soja produzida este ano. Com isso, o preço será 15% maior do que o pago no ano passado. 

Nos leilões realizados anteriormente, já foram vendidas 3,76 milhões de toneladas de soja dos estoques estatais, de acordo com o CNGOIC. O centro informou ainda que as vendas geraram um incremento na oferta interna e fez com que os preços não registrassem altas tão expressivas como as registradas no mercado internacional entre agosto e setembro. 
Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Mato Grosso tem o 2º maior volume de abate



Mato Grosso tem o 2º maior volume de abate



Mato Grosso registrou o abate de 1,417 milhão de bovinos no terceiro trimestre de 2012, como informou o Imea, baseado nos dados do Instituto de Defesa Agropecuária do estado (Indea-MT). O total representa o segundo maior abate trimestral registrado no estado, perdendo apenas para o primeiro trimestre de 2007, quando a unidade federada havia atingido 1,47 milhão de animais abatidos.
Este cenário foi proporcionado, segundo o Imea, pela oferta de machos no mercado e uma ainda expressiva oferta de fêmeas, incremento observado desde o início do ano passado. A maior participação de fêmeas é reflexo de uma oferta de vacas sendo 12,8% superior em 2012 em relação ao trimestre de 2011. Já a oferta de machos registrou um avanço de 3,5% no mesmo período.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do estado (Sindifrigo), Luiz Freitas, explica que este aumento não prejudica os frigoríficos do estado. “Temos capacidade de abater um volume duas vezes maior do que este registrado no trimestre. O que vai acontecer é uma oferta maior, preços melhores para o consumidor, mas ruim para o produtor que fica inibido.”
O criador Júlio Ferraz destaca que a organização do setor pecuário do estado contribuiu para este cenário. “Atualmente temos um número menor de plantas no estado, mas com uma capacidade maior de abate. Além disso, os preços estáveis e o abate de matrizes estão contribuindo para este quadro. O mercado externo se comportou de um forma curiosa, pois apresentou um aumento razoável do volume embarcado, o que se deve à abertura de novos mercados, como os países do Oriente Médio. Então, enquanto tiver demanda, o criador vai colocar seu produto à disposição”, ressaltou.
Fonte: DCI

Conab amplia postos de venda direta de milho em GO





Atendendo a pedidos da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ampliou a quantidade de postos de venda direta de milho de três unidades para dez postos (Goiânia, Rio Verde, Santa Helena, Porteirão, Pontalina, Itapuranga, São Luiz de Montes Belos, Paraúna, Palmeiras e Brasília), as chamadas vendas de balcão. A Companhia anunciou ainda a possibilidade de credenciar mais sete armazéns terceirizados.

Essa comercialização busca viabilizar o acesso dos pequenos produtores de suínos, bovinos, caprinos, bubalinos, aves, entre outros, na compra dos estoques públicos a preços abaixo do atacado. Os valores variam de acordo com o mercado de cada região. Para efetuar a compra de milho em sacas de 60 kg o produtor deverá se dirigir diretamente nesses postos de venda com documentação pessoal e efetuar um cadastro. Esse cadastro será avaliado pela Conab. Outra necessidade é a comprovação da condição de pequeno produtor rural que deverá ser feita pelo Sindicato Rural da região ou associações.
Segundo a Conab, o produtor aumentou em 50% a compra de milho via balcão. Cada produtor poderá adquirir a quantidade máxima de 14 mil quilos do grão por mês.
Fonte: FAEG – Federação da Agricultura do Estado de Goiás

Custo da ração aumenta 20%




Em função da seca nos Estados Unidos e também no Brasil, a disponibilidade de matéria-prima para a produção de ração ficou escassa. O preço da soja e milho e subiu e com isso também o preço da ração. A média de acréscimo apontada é superior a 20% no valor. Além disso, com a geada ocorrida no final de setembro, a pastagem de verão precisou ser replantada e assim, os produtores tiveram ao invés de 60, 90 dias sem pasto verde e nesse período, os animais tiveram que receber silagem e ração para complementar o valor nutricional e também não ocorrer queda na produção leiteira.

De acordo com o produtor e técnico agrícola de Cacique Double, Delso Silvestro, que possui 50 animais com media mensal de 16 mil litros, com o período de entresafra de pastagens, não teve como diminuir a quantidade ou substituir a ração fornecida para não haver muita diminuição na produção leiteira, pois o leite permanecendo em um preço estável acaba fazendo com que o produtor arque com esse custo alto da ração, diminuindo assim seu lucro final. Ele recebe em média R$ 0,75 pelo litro e o lucro está em R$ 0,20.
O fator que colaborou para a entresafra ficar mais ampla, foi o clima, com muita chuva no inverno e geadas tardias. Entretanto, conforme o produtor Silvestro, a expectativa é que a partir de agora o tempo regularize para que as pastagens voltem ao normal e assim, o produtor poderá diminuir um pouco o custo com ração concentrada.
 A perspectiva dos produtores de leite é que na safra brasileira 2012/2013 os estoques de matéria-prima sejam normalizados. Mas apesar do aumento no custo da ração, não foi registrada queda na venda, pois devido a seca ocorrida no verão, os produtores não tiveram muito alimento para guardar.
Para Marcos Curzel, responsável pelo setor de vendas e produção de ração de uma empresa de alimentação animal e recebedora de grãos da região nordeste e de Sananduva, não houve falta de matéria-prima. Questionado sobre quando esse preço poderia se normalizar ele afirma que a soja já está com o preço diminuindo no mercado, só que está faltando milho e até que não aumente a oferta do cereal no mercado, o preço da ração não vai normalizar.
De acordo com o técnico agropecuário da Emater de Tapera, Clari Pierezan, em função do clima e dificuldades em implantar as pastagens, o custo de produção de leite teve um aumento de 20% comparado ao mesmo período do ano passado. Pierezan enfatiza que esse aumento se deve especialmente pelos altos preços do grão milho e farelo de soja. “No ano passado pagávamos em torno de R$ 0,70 o quilo do farelo de soja e quando a cotação da soja disparou no mercado internacional, chegamos a pagar pelo quilo do farelo R$ 1,30. Os preços ainda permanecem altos, mas não registramos redução na matéria-prima”, diz.
Fonte: Diário da Manhã – Passo Fundo

Plantio de soja em MT avança, mas segue atrasado ante 2011



Plantio de soja em MT avança, mas segue atrasado ante 2011

12/11 
O plantio de soja em Mato Grosso, principal Estado produtor, avançou na última semana, mas ainda está atrasado em relação há um ano, mostraram dados divulgados por um instituto de pesquisa na sexta-feira.

A semeadura da oleaginosa foi realizada, até o momento, em 77,8 por cento da área prevista para esta safra, cerca de 8 pontos percentuais atrás do plantio verificado há um ano, apontou levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A região médio-norte do Estado, que inclui grandes municípios produtores como Sorriso e Lucas do Rio Verde já avançou para 95 por cento da área plantada e é a que está mais adiantada nos trabalhos de campo.
Choveu acima de 75 milímetros em Mato Grosso nos últimos três dias, segundo a Somar Meteorologia.
As chuvas vinham sendo aguardadas pelos agricultores, após um mês de outubro mais seco que o esperado. Houve atraso no plantio, mas ainda dentro da janela adequada, sem prejuízo previsto para a produtividade.
Representantes do Imea não estavam disponíveis para comentar as estimativas.
(Por Gustavo Bonato)