COTAÇÕES AGRÍCOLAS

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Solução para proibição do IBAMA é debatida em nível ministerial


Solução para proibição do IBAMA é debatida em nível ministerial


A discussão agora está em nível ministerial, entre as pastas da Agricultura e do Meio Ambiente. Esse foi o resultado da reunião ocorrida na última sexta-feira (10), em Brasília, sobre a proibição, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA), do uso aviões para a pulverização de quatro tipos de defensivos usados em lavouras no País. O encontro ocorreu no Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA) e, além do presidente do Sindag, Nelson Antônio Paim, e de representantes do IBAMA, contou com a presença de membros das indústrias de defensivos (Syngenta, Basf, Bayer, Rotam, Milenia) da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), do Sindag defensivos (Sindicato Nacional das Indústrias de Produtos para Defesa Agrícola) e das associações de produtores de soja, cana-de-açúcar, algodão e cítricos.

Conforme Paim, o grupo apresentou ao MAPA e IBAMA as minutas elaboradas pelos sete grupos de trabalho (formados pelas entidades da aviação, produção e defensivos), que discutiram os impactos da medida sobre o setor primário brasileiro. “Aparentemente, os argumentos foram bem aceitos pelo MAPA, que reconheceu a importância da aviação. Esperamos agora que o IBAMA analise melhor os dados e se sensibilize da necessidade de rever a medida”, explica o presidente do Sindag.

ABRANGENCIA

A proibição do IBAMA abrange defensivos que tenham os princípios ativos Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina ou Fipronil. Segundo o órgão ambiental, a medida foi motivada pelo fato do produto ser prejudicial às abelhas. Os produtos são usados em lavouras como soja, milho, arroz, algodão, cítricos e outras. E agora não podem ser aplicados por aviões. O que, para o Sindag, é um contrassenso, já que a aviação é justamente a ferramenta mais eficiente e segura para aplicação de defensivos. Além disso, a medida simplesmente inviabilizaria o setor aeroagrícola brasileiro.

A proibição pelo IBAMA abrange também os outros meios de aplicação nas épocas de florada ou na presença de abelhas nas lavouras. Em linhas gerais, o sindicato aeroagrícola apresentou dados da área de lavouras atendidas por aviões no Brasil e reforçou a importância das aeronaves para o controle de pragas em lavouras como cana-de-açúcar, algodão, cítricos e soja. O Sindag também voltou a bater na tecla da segurança e capacidade técnica da aviação e propôs uma conversa entre todos os setores e os produtores de mel, para analisar um manejo que viabilize a convivência da apicultura com as lavouras.

SINDAG - Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola 
  • Publicado por Sofia Iba em 16 agosto 2012 às 10:23 em Aplicação de Defensivos
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16/08 


Exportações matogrossenses crescem 38% em sete meses


Exportações matogrossenses crescem 38% em sete meses
Milho e algodão duelam por cadeira em ranking dos produtos embarcados

Leandro J. Nascimento

As exportações matogrossenses contabilizaram alta de 38% entre janeiro a julho deste ano na comparação com o mesmo período de 2011. A receita com os negócios avançou de US$ 6 milhões para US$ 8,2 milhões, enquanto o volume embarcado cresceu de 11,7 mil toneladas para 15,1 mil toneladas. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

Complexo de soja, carne bovina e complexo milho apresentaram maior representatividade na relação dos itens direcionados ao mercado internacional.

Analista de conjuntura econômica do Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea), Gemelli Lyra lembra que a composição do ranking encerrou o sétimo mês de 2012 com mudanças.

Isto porque o milho assumiu o lugar do algodão e tornou-se o terceiro produto mais exportado pelo estado. Nos últimos dois meses o posto era ocupado pelo algodão. Juntos, os quatro produtos, mais a carne de aves, representam 97% do valor das exportações do estado.

O milho conseguiu subir uma posição, apesar de reduzir sua participação de 9% para 5% no acumulado do ano, lembra a analista.

"Em julho exportamos muito milho, ou 55% do total vendido neste ano. Esperávamos uma mudança no ranking, só não o algodão e o milho trocarem de lugar", avaliou a analista do Imea.

Em sete meses, os embarques do cereal para o exterior acumularam queda de 26% em receita e 27% em volume na comparação com o mesmo período de 2011, de acordo com o Mdic. Enquanto isso, para o algodão a alta correspondeu em 588% e 508%, respectivamente.

A tendência, lembra Gemelli Lyra, é que nos próximos meses o algodão volte a conquistar sua "cadeira" na lista dos itens mais vendidos, com a maior oferta de produto a partir da colheita no estado.

"O volume de algodão será maior porque estamos colhendo", lembrou a especialista.

De acordo com o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária, a colheita da safra de algodão alcançou 71% da área de 722.568 hectares até o último dia 10 de agosto.

Já a colheita dos 2,5 milhões de hectares de milho segunda safra praticamente encerrou.

País

A maior parcela dos produtos embarcados em sete meses destinou-se para a China. O país é o principal comprador dos itens de Mato Grosso e no acumulado do ano elevou seu share de 39% para 44%. De US$ 8,2 bilhões negociados pelo estado, US$ 3,6 bilhões foram para a China.
A Holanda - cuja participação reduziu de 10% para 8% - configurou-se como o segundo destino para as exportações do estado. O país absorveu US$ 703,8 milhões em diferentes produtos. Já a Espanha e Tailândia, US$ 439,1 milhões e US$ 406,6 milhões, consecutivamente.

Custo com frete representa 15% do valor pago pela soja


Custo com frete representa 15% do valor pago pela soja
Evania Costa

Peso do frete sobre o valor da saca de soja recuou nos últimos 3 anos, conforme análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Atualmente representa 15,68% da saca (60 kg), cotada em R$ 61,95, enquanto que, em 2010, 24,7% do preço da saca (R$ 44,69) era destinado aos custos com transporte. Valor pago por saca se manteve estável nos últimos 2 anos. No porto de Paranaguá (PR), por exemplo, o valor do frete sobre o preço médio da saca caiu 8,88%, baixando de R$ 8,86 em 2010 para R$ 8,48 este ano.

Quebra da safra no Sul e no Nordeste do país afetou diretamente a baixa. Daniel Latorraca, analista do Imea, explica que a diminuição da produção nessas regiões elevou a oferta de transporte para Mato Grosso. Segundo ele, deve-se considerar nesse panorama, além do frete quase constante, que o valor da saca também teve forte alta a cada ano. De 2011 para 2012, a valorização foi de 28,9%, o que evidentemente ajuda a a reduzir o impacto
do frete sobre a produção.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Carlos Henrique Fávaro, o setor está cada vez mais “encurralado”, aumentando a produção e não tendo como escoar por causa da falta de logística. “Estrangulamento vai piorar ano a ano, safra a safra, até chegar um momento que vamos parar de crescer por falta de infraestrutura”.

Para piorar a situação, novas variáveis estão mudando o cenário neste 2º semestre, conforme Latorrac. O preço do frete vai alterar com o início da colheita no Paraná, o aumento no óleo diesel e os reflexos da regulamentação da profissão de motorista. Uma opção para o escoamento poderá ser a Ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte). De acordo com o superintende comercial da concessionária América Latina Logística (ALL), Leonardo Recondo Azevedo, a ferrovia será responsável pelo escoamento de grande parte da safra 2012/2013, já que a previsão é que os terminais estejam em operação até o fim deste ano.

Embarque - Até a última sexta-feira (10), 62,1% da soja mato-grossense saiu do país pelo porto de Santos, em São Paulo, somando 6,094 milhões de toneladas (t), de um total 9,807 milhões (t) já exportados. Principal destino do grão foi a China (6,6 milhões/t), seguido pela Espanha (846 mil/t) e Holanda (403,7 mil/t).

Pacote da União prevê BR-163 duplicada entre Sinop até Paraná


Pacote da União prevê BR-163 duplicada entre Sinop até Paraná


Os mais de 1.6 mil quilômetros da BR-163 entre Sinop e a divisa entre Mato Grosso do Sul e o Paraná devem ser duplicados por meio de concessão à iniciativa privada, segundo consta do Programa de Investimento em Logística, divulgado nesta quarta-feira, pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.
Conforme o projeto do governo federal, as concessões rodoviárias devem começar já no ano que vem e a 163 está contemplada. As concessionárias que vencerem os leilões poderão cobrar pedágios ao longo do trecho. Os contratos serão assinados com quem apresentar o menor preço da tarifa de pedágio.
O novo programa do governo também estabelece que os pedágios só poderão ser cobrados quando pelo menos 10% das obras a serem feitas estiverem concluídas. O tráfego urbano não será pedagiado.
O cronograma prevê que entre este mês de agosto e dezembro os estudos sejam feitos. As audiências públicas acontecem em janeiro. Em março a publicação dos editais. Em abril as licitações e, entre maio e julho de 2013, as assinaturas de contratos.

Em todo o país, o governo federal prevê investimento de R$ 42 bilhões em duplicação de 7.5 mil quilômetros de rodovias, sendo R$ 23.5 bi em cinco anos e R$ 18.5 bi em 20 anos.

Em Mato Grosso, a BR-163 já está sendo duplicada – em lotes – com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), entre Rondonópolis e o Posto Gil, em Diamantino. Entre os dois pontos são 330 quilômetros de extensão, dos quais 45 já estão em obras entre Rosário Oeste e o Gil.

Outro trecho de 17 km é na Serra de São Vicente. Para os demais lotes, projetos executivos estão sendo elaborados e em alguns trechos as licitações já estão em andamento. 

Fonte: De Sinop - Alexandre Alves



Fonte: De Sinop - Alexandre Alves


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Proibição na aplicação de defensivos por via aérea prejudicará soja em Mato Grosso


Proibição na aplicação de defensivos por via aérea prejudicará soja em Mato Grosso


Proibição na aplicação de defensivos por via aérea prejudicará soja em Mato Grosso


O setor teme que, sem os defensivos a produtividade fique comprometida. Portaria do Ibama suspendeu 30 produtos usados no campo.

A proibição na aplicação de agrotóxicos em qualquer tipo de cultura, por via aérea, deve prejudicar o plantio da soja.


 A Portaria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que impede provisoriamente o uso de defensivos como Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina e Fipronil, foi publicada recentemente no Diário Oficial da União (DOU).


De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), Glauber Silveira, a proibição do uso de 30 produtos está causando prejuízos ao setor. Conforme ele, há locais nas lavouras onde não é possível fazer a aplicação do defensivo por via terrestre. "Mas a medida impede o uso de aviões". O setor teme que, sem os defensivos a produtividade fique comprometida.



Outra reivindicação do setor é a liberação de pesquisas no combate às doenças no campo, como a ferrugem asiática. A resistência de pragas que atacam a soja causa preocupação entre os produtores. Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Carlos Fávaro, o Brasil precisa avançar nas pesquisas se quiser garantir o aumento sucessivo na produção.


 "Desde 2008 não há liberação de novas moléculas de produtos químicos. Estamos ficando para trás, já que os Estados Unidos, por exemplo, estão há três anos com produtos mais eficientes que os nossos".


Portaria - A portaria do Ibama dá início formal ao processo de reavaliação de agrotóxicos associados a efeitos nocivos às abelhas. Quatro ingredientes ativos que compõem esses agrotóxicos serão reavaliados: Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina e Fipronil. O uso de inseticidas que contêm esses ingredientes ativos por meio de aplicação aérea tem sido associado à morte de abelhas em diferentes regiões do país, o que motivou a proibição.


Esta iniciativa do Ibama segue diretrizes de políticas públicas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) voltadas para a proteção de polinizadores. Elas acompanham a preocupação mundial sobre a manutenção de populações de polinizadores naturais, como as abelhas. 


Ao final do processo de reavaliação, o Ibama poderá manter a decisão de suspensão da aplicação por aviões destes produtos, ou revê-la. Caso o resultado dos estudos indiquem, o instituto poderá adotar outras medidas de restrição ou controle destas substâncias.
Fonte: Cenário MT

Variedades transgênicas resistentes à seca



 A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), busca desenvolver variedades geneticamente modificadas de cana-de-açúcar, soja, milho, arroz e trigo com o objetivo de reduzir os riscos em decorrência das mudanças climáticas. A pesquisa promete reduzir os custos na lavoura e contribuir na preservação do meio ambiente.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Eduardo Romano, os resultados até o momento são promissores. “Isolamos um gene relacionado à resistência ao estresse hídrico e o introduzimos em plantas modelo. Estas se tornaram altamente tolerantes à seca. As plantas não modificadas sobreviveram apenas 15 dias sem água enquanto que as plantas que receberam o gene sobreviveram mais de 40 dias. Agora estamos introduzindo este gene nas culturas comerciais. Esse é um processo que será obtido em longo prazo. Se tudo der certo, a estimativa de lançamento dessas variedades é para 2017″, afirmou.

O Brasil, como um grande fornecedor de alimentos, deve aumentar sua produção agrícola para acompanhar o crescimento da demanda mundial. “Nosso foco é a sustentabilidade, a preservação do meio ambiente, como por exemplo, o uso racional da água”, frisou o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, José Gerardo Fontelles. Todo o esforço do Governo já é percebido através dos resultados positivos obtidos na agricultura nacional.
Fonte: Mapa

Novo fungicida pode reduzir prejuízos



 
Com o objetivo de reduzir os prejuízos nas lavouras de soja com a incidência de diversos tipos de fungos, infestações que vêm ocorrendo de forma frequente em regiões mais chuvosas, a FMC acaba de colocar no mercado o Locker, fungicida voltado para o controle de doenças como a ferrugem asiática, mancha alvo, oídio, antracnose e demais doenças de final de ciclo. De acordo com o gerente de produtos fungicidas da empresa, Flávio Centola, um dos diferenciais desse lançamento é o controle em conjunto de doenças primárias e secundárias.
Segundo ele, na ferrugem asiática – considerada primária -, por exemplo, já se tem um controle melhor e o que gera uma certa tranquilidade ao produtor. Porém, doenças que até então eram consideradas controláveis, como o mofo branco, estão ganhando destaque nas lavouras do Brasil.

O especialista destaca que para ter uma melhor eficiência em controle de doenças, é necessário um manejo integrado que envolve principalmente a adubação de solo e o uso de sementes de alta qualidade. Segundo o professor, cultivares mais frágeis necessitam de uma atenção especial para esse tipo de trabalho. ”Problemas fitossanitários comprometem até 50% a eficiência das plantas”, destaca.


                       Fonte: Folha Web