COTAÇÕES AGRÍCOLAS

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Algodão puxa saldo das cooperativas no MT



Algodão puxa saldo das cooperativas no MT


O saldo das exportações registrado pelas cooperativas mato-grossenses continua a crescer e registrou aumento de 79,8% no acumulado de janeiro a setembro deste ano. No total, as embarcações geraram receita de US$ 203,9 milhões, colocando o Estado na sexta posição no ranking dos Estados com maiores negociações com o mercado internacional. Em 2011, a receita no período foi de US$ 113,4 milhões. A principal commodity responsável pelos números foi o algodão, com 67% de participação na receita. Já a soja representou 24% das negociações. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

De acordo com o diretor de Relações Institucionais da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Rogério Romanini, o algodão foi o principal responsável pelo aumento da receita estadual. O montante vendido do herbáceo saltou de US$ 43 milhões em 2011 para US$ 134 milhões até setembro deste ano, segundo Romanini.



O diretor explica que o estoque estadual da commodity foi o fator ponderante para a liderança. “O Estado tinha estoque, o que favoreceu as cooperativas”, explicou. O preço pago pelos produtos foi também um dos itens que contribuíram para expansão sentida no período para Mato Grosso. Enquanto o volume exportado cresceu apenas 2,2%, saindo de 182 mil toneladas para 186 mil (t), o preço médio aumentou 75,9%, saindo de US$ 0,62 para US$ 1,09.

Conforme Romanini, o aumento na receita das cooperativas é uma tendência, já que “os produtores mais organizados conseguem um poder de barganha maior”, finalizou. 
Fonte: Folha Estado

Soja 12/13: Chuvas ‘seguram’ plantio



Soja 12/13: Chuvas ‘seguram’ plantio

Na comparação com mesmo período ao ano passado, ritmo está inferior, mas cobertura atinge um terço e assegura safrinha

Autor: Marianna Peres

O plantio da safra 2012/13 de soja, em Mato Grosso, segue em ritmo inferior ao observado em igual período do ano passado. De acordo com analistas, a semeadura ainda não deslanchou porque as chuvas seguem irregulares e esparsas, não gerando condições seguras ao sojicultor. Na última semana, por exemplo, houve interrupções dos trabalhos em algumas regiões por falta de umidade no solo. Apesar das dificuldades, ainda não há relatos de replantio.

Mesmo tendo sido iniciado dez dias antes quando comparado à temporada anterior, o plantio está 7 pontos percentuais (p.p.) abaixo dos volumes registrados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Até a última quinta-feira, 32,8% da área estimada em 7,89 milhões de hectares (ha) estavam cobertos, ante 39,9% em igual período do ano passado. Apesar do atraso, a área semeada soma 2,58 milhões ha, volume que garante quase 100% da superfície que será destinada a segunda safra, que no caso de Mato Grosso, se volta quase que exclusivamente neste ciclo – em função de demanda e preços – ao milho. O Imea projeta uma área de milho em 2,91 milhões ha.


Como destaca o Instituto, praticamente, um terço da área está assegurado à safrinha. O analista de grãos, Cleber Noronha, explica que na comparação com a safra passada há atrasos, no entanto, na média histórica para o período, a semeadura segue em linha com anos anteriores, “e até adiantada”, exclama. Na safra 2010/11, 16% da área estava coberta. Em 2009/10, 36% e na 2008/09, 20%. “Essa aparente lentidão reflete o regime de chuvas, ainda não regularizados, condição de deve ser observada durante todo este mês”. Nesta série histórica, a área plantada avançou 38,3%, de 5,70 milhões ha para 7,89 milhões. O atraso, pode também ser influenciado pela evolução anual da área que nesta temporada supera em 11,6% os 7,07 milhões cultivados em 2011/12.

REGIÕES – A mais avançada é a médio norte, que concentra quase 40% da produção estadual – atingiu 43,5%, dos 3 milhões de ha estimados. Sorriso, município que detém a maior área destinada à soja no mundo, atingiu 55% de cobertura dos 633,40 mil ha. Fonte: Diario de Cuiaba

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Integração lavoura e pecuária avança no norte do Mato Grosso


Integração lavoura e pecuária avança no norte do Mato Grosso
Agência Estado

Na busca de uma maior rentabilidade e aproveitamento das pastagens, os pecuaristas do norte de Mato Grosso estão investindo cada vez mais na integração com a lavoura. As culturas predominantes na região são o milho e a soja, conforme constatou a Equipe 2 do Rally da Pecuária, com participação da Agência Estado.
Na Fazenda Piraguassu, do Grupo Itaquerê, localizada no município de Porto Alegre do Norte, a área total é de 36 mil hectares. A pecuária ocupa somente um pouco mais de 5 mil hectares – com um rebanho de 15 mil cabeças de gado próprio e de arrendamentos – e a integração lavoura-pecuária, onde se planta soja e milho, corresponde a 4 mil hectares.
“Na seca (a integração) é a melhor coisa: o nosso boi continua engordando”, disse o gerente de Pecuária do estabelecimento que faz a cria, recria e engorda de bois, André Cavalcanti Velasco. Segundo ele, a área da pecuária e da lavoura na integração varia conforme o comportamento do mercado para os produtos. Hoje, por exemplo, na região, a saca do milho é vendida a partir de R$ 30 e a da soja, por volta de R$ 75. Já a arroba do boi tem sido negociada na praça por entre R$ 82 a R$ 85 à vista.
“Se a soja ou o milho rendem financeiramente bem, a área da pecuária diminui e vice-versa. Outro benefício da técnica ocorre nos confinamentos: com os grãos aqui, consigo fazer uma dieta balanceada e de melhor custo”, explicou. A fazenda tem uma capacidade estática de confinar 4 mil animais. No ano passado, a oferta dos animais engordados nesse sistema intensivo foi de 2 mil cabeças. Neste ano, mesmo com a alta dos grãos, a produção será de 6 mil cabeças e, no ano que vem, pode alcançar 10 mil cabeças. O estabelecimento, conforme Velasco, vende a quase totalidade de seus animais para o Grupo JBS e agora que firmar parceria com o frigorífico Plena, de Tocantins.


Agentes do mercado da região ainda não chegaram a um consenso sobre qual o caminho seria mais “fácil” para aplicar a integração lavoura-pecuária. Uns dizem que é mais desafiador para o agricultor, já que questões comerciais da pecuária são diferentes da agricultura. Para outros, o grande desafio do pecuarista ao entrar na agricultura é o alto custo do maquinário.
Apesar do grande esforço dos produtores da região em adotar tecnologias na produção e em manejo e recuperação de pastagens, além da regularização da documentação e georreferenciamento, o principal empecilho citado pelos agentes é a questão ambiental. Isso pode forçar pequenos e médios pecuaristas a desistirem da atividade.
O Rally da Pecuária, organizado pelas consultorias Bigma e Agroconsult, passará por nove Estados brasileiros, percorrendo cerca de 40 mil quilômetros, onde estão concentrados 75% do rebanho e 85% da produção de carne bovina do País. Nessa edição, ocorrerão também encontros com produtores, além dos eventos já programados.
Nesta sexta-feira (31), a Equipe 2 do Rally da Pecuária percorrerá o trecho de Querência até Água Boa, no Mato Grosso, totalizando cerca de 225 quilômetros. Até domingo (2) a expedição passará ainda pela cidade de Primavera do Leste, encerrando percurso em Cuiabá.

É hora de dessecar a braquiária



Com o fim da colheita do milho em Mato Grosso do Sul no mês de agosto. Para quem adotou o consórcio milho-braquiária na safra de inverno 2012, tecnologia que proporciona o aumento na produtividade na cultura da soja cultivada em sucessão, já é o momento de planejar a dessecação da forrageira. O produtor rural que fez o consórcio com o objetivo de formar palha e optou pela Brachiaria ruziziensis, terá mais facilidade para dessecar, porque essa espécie necessita de menor quantidade de herbicida, diz o analista da Embrapa Agropecuária, engenheiro agrônomo Gessí Ceccon.
Segundo Ceccon, esse processo depende da época do ano e do estádio de desenvolvimento da braquiária. O ideal é que o agricultor procure fazer a aplicação do herbicida no período em que a umidade relativa do ar esteja próxima a 80% e temperatura abaixo de 30ºC. Além disso, quando as folhas estão novas, e a população de braquiária é menor, a dessecação é mais eficiente. No caso de folhas velhas, se houver o pastejo dos animais na fase anterior à dessecação, o gado consumirá essas folhas, abrindo espaço para rebrota da forrageira, e nesse momento, a dessecação será mais eficiente.
Fonte: Boletim Diário

MT seguirá na liderança


MT seguirá na liderança
03/09 
Estado deverá manter posição de maior produtor de grãos e fibras do país ao atingir 42,38 mi/t



As primeiras estimativas de produção para a safra 2012/13 mostram que Mato Grosso seguirá como líder nacional na produção de grãos e fibras. Conforme projeção apresentada pela Consultoria Céleres, o Estado atingirá 42,38 milhões de toneladas em uma área plantada de 11,25 milhões de hectares, números inéditos na série local e os maiores projetados para a nova temporada nacional. Se os números se confirmarem, Mato Grosso será campeão na oferta por dois anos consecutivos.

O incremento pode ser ainda superior, já que a Céleres considerou apenas a soja, o milho e o algodão. No entanto, as culturas respondem por quase 100% da agricultura mato-grossense e por isso servem de indicadores para a nova temporada.

Mato Grosso sai de um total de 40,22 milhões/t – conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) - para 42,38 milhões/t, incremento anual de 5,37%, mais que o dobro do avanço espacial que será, conforme a Céleres, de 2,73%, ao passar de 10,95 milhões/ha – dado da Conab - para 11,25 milhões/ha, de acordo com a Céleres. O Paraná, maior concorrente de Mato Grosso no campo, deverá somar 32,23 milhões de toneladas, pouco acima das 31,79 milhões/t previstas pela Conab na safra 2011/12. Para a nova temporada não há ainda nenhuma projeção oficial.

Conforme os dados apresentados, a soja terá área de 7,50 milhões de hectares e produção de 23,37 milhões de toneladas. Conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), na safra 2011/12, Mato Grosso cultivou 7,07 milhões/ha deverá atingir 7,89 milhões e a produção encerrada em 21,36 milhões vai a 24,13 milhões.

Para o milho segunda – oferta liderada por Mato Grosso em nível nacional – a Céleres prevê a cobertura de 3,10 milhões de hectares, ou 24% acima dos 2,50 milhões da atual safra – dados do Imea -. A produção deverá atingir 17,45 milhões/t ante 15,58 milhões estimadas pelo Imea. O órgão acredita em retração na produção de 2013 e por isso projeta volume de 13,89 milhões/t.

Para o algodão, o Imea ainda está fechando as projeções, mas acredita que a área ocupada passará de 722,56 mil/ha para cerca de 530 mil. Não há projeção de produção de pluma. Já a Céleres espera pela cobertura de 520 mil/ha e uma produção de pluma de cerca de 700 mil toneladas.

O sócio-diretor da Céleres, Anderson Galvão, destaca que nos próximos meses, é esperada uma melhor definição sobre a intenção definitiva de plantio da safra 2012/13, que depende do atual desenvolvimento da safra nos Estados Unidos, que enfrenta uma das piores secas da sua história, afetando a produção de soja e milho. O cenário atual aponta para maiores reduções na estimativa da produção norte-americana que, diretamente, implicará em maiores estímulos para o incremento do plantio no Brasil.

Expointer termina com recorde de mais de R$ 2 bilhões em vendas


Expointer termina com recorde de mais de R$ 2 bilhões em vendas
 






Expointer termina com recorde de mais de R$ 2 bilhões em vendas

Para surpresa até dos mais otimistas, a Expointer encerrou-se no domingo (2), em Esteio, com anúncio de faturamento recorde de R$ 2,036 bilhões, crescimento de 86,96% frente ao R$ 1,089 bilhão de 2011 e de 78,59% em relação à marca histórica de 2010. Dados parciais divulgados no domingo (2), à tarde, indicam R$ 2,020 bilhão em propostas encaminhadas no setor de máquinas, implementos agrícolas e projetos. Segundo o presidente do Simers, Claudio Bier, além da valorização da soja, a redução do juro anual do Finame PSI de 5,5% para 2,5% turbinou os negócios. A busca por equipamentos de irrigação também colaborou. Na venda de animais, a expansão em relação a 2011 foi de 16,74%, num total de R$ 13,731 milhões para 2.081 exemplares. Mesmo com a chuva nos primeiros cinco dias da feira, a agricultura familiar cresceu de R$ 1,1 milhão para R$ 1,25 milhão em 2012. Após meses de estiagem, o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, vibrou. "Somos todos sorrisos, essa foi a maior Expointer, o maior investimento, uma feira fantástica".

Dados do setor e de bancos que atuam com crédito rural no Estado indicam que, dependendo do ano, até 40% dos pedidos acabam não se efetivando após a mostra. Nesta edição, Bier está convicto de que esse percentual será menor, até porque, muitos compradores eram de outros pontos do país, onde a safra escapou da estiagem e os produtores estão capitalizados.

Para o vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, o resultado espelha confiança no futuro. "Não é fácil chegar a R$ 2 bilhões. Mostra que o produtor está vislumbrando o mercado." O vice-presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, espera que o produtor que comprou consiga acessar o crédito.


Números de 2012

- Animais: R$ 13,731 milhões

- Artesanato: R$ 736,38 mil (até 15h de sábado);

- Pavilhão da Agricultura familiar: R$ 1,25 milhão (parcial da tarde de ontem);

- Máquinas, implementos e outros projetos estruturais: R$ 2,02 bilhões.





Sem aprovação da China, Aprosoja não recomenda plantio da soja Intacta da Monsanto


Sem aprovação da China, Aprosoja não recomenda plantio da soja Intacta da Monsanto
A APROSOJA – Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso vem a publico recomendar: PRODUTOR NÃO PLANTE VARIEDADES DA NOVA SOJA DA MONSANTO Intacta RR2 Pro, ENQUANTO ESTA NÃO FOR APROVADA PARA IMPORTAÇÃO NA CHINA.

Essa recomendação é decorrente da forte preocupação da APROSOJA com as enormes consequências de uma possível contaminação de soja Intacta RR2 Pro em carregamentos de soja com destino a nosso principal mercado, a China.  Todos os produtores brasileiros ainda têm amargas lembranças da enorme crise de preços causada pela recusa de várias cargas de soja brasileira pelos chineses em 2004.

Apesar das autoridades competentes da União Europeia já terem aprovado a tecnologia Intacta RR2 Pro para a soja, resta ainda a pendência com relação ao importante mercado chinês, hoje o maior comprador de soja do Brasil. Somente no ano passado, o país asiático importou do nosso país 22,7 milhões de toneladas do produto respondendo por US$ 11,2 bilhões em receitas.

A Monsanto se comprometeu, em 2011, a não comercializar qualquer evento de soja cuja aprovação não estivesse concluída nos principais destinos de exportação da oleaginosa brasileira.  Mesmo com todos os mecanismos de controle e monitoramento propostos pela Monsanto, verifica-se um enorme risco neste prematuro  lançamento no mercado brasileiro de semente de soja da variedade Intacta RR2 Pro.

A preocupação da APROSOJA é também compartilhada pelas empresas compradoras e tradings de soja, representadas pela ABIOVE, Associação Brasileira das Indústrias de Óleo Vegetal.  Esta preocupação é agravada com a previsão de safra recorde e de logística cada vez mais precária e ineficiente no nosso país.  O produtor e as empresas comercializadoras de soja poderão ser os grandes perdedores neste processo.

Se isto não fosse o bastante, a empresa ainda esta condicionando o plantio desta soja à assinatura de um contrato, o qual repassa toda e qualquer responsabilidade ao produtor em caso de contaminação. O parecer do setor jurídico da APROSOJA diz: “o contrato em questão impõe risco demasiado ao produtor, que por uma simples e incontida contaminação de talhão ou produção, ainda que de maneira involuntária, pode ser obrigado a pagar indenização à Monsanto e a Terceiros, multa a administração pública, pode ter sua atividade suspensa, sua fazenda embargada, e ainda ser preso.” 

A Aprosoja reconhece que os investimentos em pesquisa, especialmente em biotecnologia, são fundamentais para a manutenção da competitividade da agricultura Brasileira, contribuindo para o aumento da produtividade, redução de custos e, principalmente para a maior sustentabilidade do sistema produtivo. 

Reconhecemos também que a assincronia de aprovações entre o Brasil e países importadores representa um sério problema à nossa agricultura.  Somente de soja, existem eventos aprovados no Brasil da Basf/Embrapa e Bayer, que não serão lançados enquanto as empresas não obtiverem as devidas aprovações nos principais importadores.  Esta é a postura que consideramos correta e responsável.

A APROSOJA considera esta ação da Monsanto um flagrante desrespeito ao compromisso assumido pela empresa com o setor em 2011 e principalmente um desrespeito para com o produtor de soja do Brasil, já tendo comunicado formalmente esta preocupação à diretoria da Monsanto.