COTAÇÕES AGRÍCOLAS

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

China: Quebra na safra de soja pode aumentar demanda em até 10%



China: Quebra na safra de soja pode aumentar demanda em até 10%

A safra 2012/13 de soja da China deverá ser reduzida para 9,8 milhões de toneladas por conta de uma forte estiagem que castigou a produção do país durante o verão, segundo informações do Ministério da Agricultura chinês.

De acordo com a entidade, a produtividade das lavouras de da nação asiática deverão ser de 1.693,5 quilos por hectare, cerca de 28,22 sacas/ha, com um recuo de 5,3% em relação aos rendimentos do ciclo anterior. Confirmada essa produtividade, o volume de soja produzido pela China seria um dos menores em três anos. 

Essa redução na colheita chinesa já sinaliza uma maior necessidade por parte da nação asiática da soja tanto dos Estados Unidos quanto da América do Sul, seus principais fornecedores. 

Estimativas do Ministério da Agricultura da China afirmam que as compras podem chegar ao recorde de 57,5 milhões de toneladas neste ano, um incremento de 9,3% se comparado às importações de 2011. 

Já no último relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o órgão projetou as importações chinesas próximas dos 61 milhões de toneladas para o próximo ano, sendo 3 milhões a mais do que o esperado para 2012.

Esse possível aumento da demanda já começa a impactar nos preços do mercado internacional. Segundo explicou Bruno Perottoni, analista da Terra Investimentos, o humor do mercado começou a mudar depois dos dados do Ministério da Agricultura da China e fez com que as expectativas começassem a ser revistas. 

Além disso, informações vindas do mercado financeiro com o FMI e o Banco Mundial falando que a China deverá voltar a crescer daqui para frente também reforça esses rumores de um aumento das compras, estimado em algo entre 9 e 10%. 
Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Safra 12/13: Ausência de chuvas ainda atrasa plantio na região Centro-Oeste



Safra 12/13: Ausência de chuvas ainda atrasa plantio na região Centro-Oeste


A mudança no padrão climático no Brasil continua atrasando o plantio na região do Centro-Oeste. Segundo o último levantamento realizado pelos técnicos da Federação e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) juntamente com a Aprosoja-MS na região sul do estado, o plantio da soja alcançou o percentual de 61% do total e a região centro/norte atingiu o número de 42%, até o fim da segunda quinzena de outubro. 

Entre as cidades que estão com o plantio mais acelerado destacam-se Amambaí, Caarapó, Chapadão do Sul, Douradina, Maracaju, Naviraí, Ponta Porã e Rio Brilhante, com quase 75% da área plantada. 

Diferentemente, outros municípios como Coxim, Nova Alvorada do Sul e Sonora a semeadura está entre 20% e 30%. Este menor percentual no plantio é decorrente da diminuição da quantidade de chuvas em comparação com as demais cidades que foram visitadas pelos especialistas.  

Para o assessor técnico da Famasul, Lucas Galvan, esse cenário começa a preocupar os produtores do estado. “Estamos com a luz amarela acesa uma vez que as sementes precisam de chuvas para ter uma boa germinação e florescimento. Além disso, esse atraso reduz a janela do plantio da safrinha”, explicou. 

O levantamento ainda aponta que a semeadura está avançando conforme a ocorrência das chuvas, que é um fator determinante na tomada de decisões para os sojicultores, haja vista que sem a umidade ideal no solo as sementes não têm condições de germinação.

Do mesmo modo, a ausência de chuvas no Mato Grosso também atrasa o plantio no estado. De acordo com o boletim semanal divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a região oeste é a mais atrasada na semeadura em relação o mesmo período da safra 2011/12.  

Na localidade o plantio conseguiu atingir 45,2% da área esperada, enquanto que na safra anterior haviam sido concluídos 61,9%. Em algumas regiões de Sapezal (MT) faz 25 dias que não chove. Produtores aguardam as precipitações para realizar avaliação para saber quantos hectares terão que ser replantados no município. 

Já a região nordeste do estado é a segunda com menor percentual de plantio em relação à safra 2011/12, com 11,7% da área plantada. Por outro lado, a região sudeste está com a semeadura adiantada, cerca de 54,0% da área plantada, ultrapassando o percentual do 53,8% registrado no mesmo período da safra passada.
Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Código Florestal: Estados terão até 2014 para criar programa de regularização


Código Florestal: Estados terão até 2014 para criar programa de regularização


Com o fim das expectativas em torno de mudanças no novo Código Florestal (Lei 12.651/2012) e a entrada em vigor do texto agora definitivo, as atenções se voltam para as obrigações a que estarão sujeitos aqueles que desmataram ilegalmente áreas protegidas. As condições de retorno à legalidade serão reunidas nos Programas de Regularização Ambiental (PRAs) que deverão ser criados em até dois anos nos estados e no Distrito Federal.

As regras gerais para a implantação dos PRAs estão previstas no Decreto 7.830/2012, que também cobre lacunas deixadas por vetos da presidente Dilma Rousseff ao projeto (PLV 21/2012) que modificou a MP do Código Florestal. Já está definido, por exemplo, que, no período até a implantação dos PRAs e após a adesão do agricultor ao programa, serão suspensas as autuações por desmatamentos ilegais feitos antes de julho de 2008.

E, uma vez cumpridas as obrigações estabelecidas nos PRAs, as multas por desmatamentos ilegais serão convertidas em serviços de preservação ambiental e o uso de áreas rurais consolidadas estará regularizado. Por outro lado, deverão constar dos programas de regularização estaduais as sanções para caso de descumprimento dos compromissos firmados pelo proprietário rural.


Cadastro

A adesão aos PRAs estará condicionada à inscrição do imóvel no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Esse instrumento já vem sendo usado no âmbito do Programa Mais Ambiente, mas com adesão ainda restrita a poucos estados. Com o novo código, o sistema informatizado criado pelo Ministério do Meio Ambiente está sendo adaptado.

O CAR será um registro eletrônico de âmbito nacional, obrigatório para todas as propriedades rurais, com informações georreferenciadas delimitando as APPs, reservas legais e remanescentes de vegetação nativa. Terá natureza declaratória, mas o órgão ambiental do estado poderá fazer vistorias na propriedade para checar informações e verificar o cumprimento dos compromissos. Em casos de informações falsas, enganosas ou omissas, o declarante estará sujeito a sanções penais e administrativas.

O cadastramento de propriedades familiares será facilitado, ficando a cargo do órgão ambiental a realização de procedimentos mais dispendiosos, como a captação das coordenadas geográficas para, por exemplo, a delimitação de reserva legal. As propriedades com até quatro módulos fiscais que não tiverem o montante de reserva legal exigido por lei não serão obrigadas a fazer a recomposição, mas deverão averbar como reserva a parcela de mata nativa existente em julho de 2008.

Após a implantação, pelo Ministério do Meio Ambiente, do sistema para preenchimento no CAR, os proprietários rurais terão até um ano para se cadastrar. No entanto, ainda não há data prevista para essa implantação, o que será definido em ato a ser expedido pelo ministério.

Integração

O decreto também cria o Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), um sistema eletrônico de âmbito nacional destinado ao gerenciamento de informações ambientais dos imóveis rurais. Terá como objetivo receber e integrar os dados do CAR, além de controlar informações sobre os remanescentes de vegetação nativa, APP, reservas legais e áreas consolidadas.

Com o Sicar, o Executivo poderá monitoramento do processo de recomposição das áreas protegidas, sendo que a centralização de dados também possibilitará ao governo promover o planejamento do uso do solo e a conservação ambiental no país.

As informações de natureza pública sobre a regularização ambiental dos imóveis rurais serão disponibilizadas na internet e, com o Sicar, os proprietários rurais poderão acompanhar a situação de seu imóvel quanto à adequação do novo Código Florestal.

Estados e municípios que já disponham de sistema para o cadastramento de imóveis rurais deverão integrar sua base de dados ao Sicar.

Recomposição de APP

O Decreto 7.830/2012 define as faixas mínimas de recomposição de APPs, beneficiando principalmente pequenos proprietários. Para qualquer tamanho de rio, propriedades até um módulo fiscal deverão recompor faixa de mata de 5 metros de largura. Propriedades com 1 a 2 módulos fiscais serão obrigadas a recompor faixa de mata de 8 metros de largura. E em propriedades de 2 a 4 módulos fiscais serão exigidos 15 metros de mata ao longo dos rios.

Para propriedades de 4 a 10 módulos fiscais, o decreto prevê a recomposição de pelo menos 20 metros de mata, em rios de até dez metros. Para as demais situações, será obrigatória a recomposição de mata em faixa correspondente à metade da largura do rio, observado o mínimo de 30 metros e o máximo de 100 metros.

A área máxima obrigatória de recomposição de APP não pode ultrapassar 10% das propriedades com até 2 módulos fiscais e 20% das unidades de 2 a 4 módulos fiscais.

Reserva legal

Os pequenos proprietários também serão beneficiados quanto à regularização de área de reserva legal, podendo averbar a porcentagem de mata nativa existente em 2008, mesmo que inferior ao exigido na lei. Já propriedades com mais de quatro módulos fiscais devem manter como reserva legal no mínimo: 80% do imóvel, se localizado em área de floresta na Amazônia Legal; 35% da propriedade, se estiver em área de cerrado na Amazônia Legal; e 20% para os imóveis em áreas de campos gerais na Amazônia Legal e nas demais regiões do país, independentemente do tipo de vegetação.

O processo de recomposição de reserva legal deve ser concluído em até 20 anos, sendo que, a cada dois anos, o proprietário deverá recompor pelo menos 10% do total. Com a adoção de boas práticas agronômicas, poderá ser feito o uso alternativo do solo da área que será destinada à recomposição ou regeneração da reserva legal.

A recomposição das áreas de reserva legal poderá ser feita mediante o plantio intercalado de espécies nativas e exóticas, em sistema agroflorestal. As plantas exóticas podem ocupar até 50% da área total a ser recuperada e o proprietário pode fazer sua exploração econômica.

Cômputo de APP no cálculo da reserva legal


Quando a soma de APP e vegetação nativa for maior que 80% do imóvel em áreas de floresta da Amazônia Legal, as áreas de preservação permanente poderão ser computadas no cálculo da reserva legal, mesmo que implique novos desmatamentos. Para as demais regiões, o cômputo é permitido apenas quando não gerar desmatamento.
Fonte: Agência Senado

Plantio de feijão primeira safra 2012/13 alcança 83% no Paraná


Plantio de feijão primeira safra 2012/13 alcança 83% no Paraná

O plantio de feijão primeira safra 2012/13 alcançou 83% da área estimada no Paraná até o dia 22 de outubro, conforme divulgou o boletim de acompanhamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado. 

O boletim também informou que as condições das lavouras estão divididas entre boas 79%, médias 19% e ruins 2%. E as plantações semeadas estão nas seguintes fases, 83% em desenvolvimento vegetativo, 11% germinação, 4% floração e 2% frutificação.  

A estimativa é que sejam colhidas 376.040 toneladas de feijão na primeira safra, uma elevação de 7% em comparação com a produção 2011/12, que foi de 349.903 toneladas. Na contramão desse cenário, a área cultivada deve registrar uma redução de 12%, ocupando 218.022 hectares, ante 247.589 hectares na safra anterior.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Regis Becker, essa diminuição é decorrente da migração dos produtores de feijão para o plantio de soja e milho no Paraná. “Essa migração é efetiva no mercado, uma vez que o cereal e a oleaginosa estão mais valorizados no mercado interno e internacional”, afirma. 

As cotações do feijão também estão valorizadas, mas a cultura é considerada mais arriscada, pois é mais sensível aos problemas climáticos, segundo explica Becker. “Além disso, os produtores de milho e soja conseguem realizar vendas antecipadas, diferentemente dos de feijão que dependem da demanda no momento da comercialização”, acredita o analista.


Devido a esse quadro, a tendência é que os preços do grão permaneçam em um patamar acima do registrado ano passado. O analista ainda sinaliza que os preços devem ficar entre R$ 160,00 e R$ 170,00, e não devem apresentar uma elevação muito expressiva.
Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

Brasil perde cerca de 12% da soja produzida no país


 Brasil perde cerca de 12% da soja produzida no país

Estimativas da Aprosoja apontam que o Brasil perde aproximadamente 12,5% da soja produzida no país durante os processos de pré-colheita, colheita, transporte curto, padronização, armazenagem e transporte longo. Considerando as previsões para a safra brasileira, isto representaria cerca de 10 milhões de toneladas de soja. Os dados foram apresentados durante o Workshop de Perdas Pós-Colheita, realizado nos dias 24 e 25 de outubro, na Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop. O evento reuniu trabalhos de pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos, que estudam os diversos tipos de perdas, tanto físicas quanto qualitativas e econômicas, ocorridas em todo o processo da cadeia da soja.

Deste percentual que o país perde, cerca de 4% fica na própria lavoura, segundo informações coletadas pelo Rally da Safra, da empresa Agroconsult. O diretor executivo da Aprosoja, Marcelo Duarte Monteiro, considera a perda significativa. “Se usarmos uma média de 50 sacas de produtividade por hectare este percentual de 4% equivale a mais de duas sacas que o produtor perde no processo da colheita”, destacou Duarte Monteiro.

As outras perdas são de 1% no processo de pré-colheita e mais 1% somando o transporte curto, a armazenagem e o transporte longo. Os outros 6% não são perdas físicas mas econômicas, decorrentes do atual modelo de classificação de grãos e descontos praticados pelas empresas compradoras de soja.

O Workshop reuniu diversos trabalhos realizados por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Embrapa, Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, e Instituto ADM de Prevenção de Perdas Pós-Colheita, também sediado em Illinois.

Segundo o diretor da Aprosoja, o objetivo foi reunir os pesquisadores para que eles trocassem ideias e realizassem um intercâmbio de informações. “A partir desta sinergia, a Aprosoja espera que os pesquisadores atuem em conjunto, potencializando os trabalhos e auxiliando o produtor na prevenção das perdas na produção, armazenagem e transporte de soja e também do milho. Perda zero a gente sabe que é difícil, mas com certeza é possível minimizar estes números”, afirmou Marcelo Duarte Monteiro.

O diretor do Instituto ADM de Prevenção de Perdas Pós-Colheita, Steve Sonka, alertou que 1/3 da produção agrícola do mundo é desperdiçada e não chega aos consumidores finais. Com o crescimento populacional a FAO - Organização da ONU para Agricultura e Alimentação - estima que em 2050 a demanda global por alimentos irá crescer cerca de 70%, pois teremos mais dois bilhões de pessoas no mundo consumindo alimentos. Além de trabalhar na prevenção das perdas, Sonka destacou ainda que é preciso baratear o preço para que esta população tenha acesso à alimentação de qualidade.
Neste sentido, os esforços para trabalhar a prevenção das perdas estão partindo de diversas instituições, como o trabalho da professora Zulema Figueiredo, do campus da Unemat de Cáceres, que apresentou durante o Workshop os resultados um trabalho de mensuração de perdas na colheita, com ênfase na análise das máquinas que são utilizadas no campo. A pesquisa foi realizada em seis propriedades, durante a colheita do milho segunda safra, e foram observados diversos aspectos, entre eles regulagem das máquinas, idade da máquina, velocidade no deslocamento durante a colheita, as perdas que ocorrem na plataforma de corte, os sistemas internos da máquina. “A metodologia que nós usamos pode ser indicada para o fabricante no processo de regulagem das máquinas. Acreditamos que as ações de extensão realizadas por instituições como o Senar, por exemplo, com cursos de capacitação para operadores, poderão ajudar no sentido de prevenir as perdas ocorridas em decorrência da má utilização das máquinas”, explicou Zulema Figueiredo.


A produtora rural Roseli Giachini, do município de Cláudia, avaliou que muitos produtores não conseguem quantificar quanto se perde nos processos de colheita, armazenagem e transporte. “A pesquisa é fundamental neste sentido, pois na minha propriedade eu sabia que tinha perda, mas a partir do trabalho da professora Zulema nós pudemos quantificar isto”, destacou Giachini. No caso da produtora, as perdas estavam ocorrendo na plataforma de corte da máquina. “A máquina não conseguia colher direito porque houve erros no processo de plantio. Quando você compara um plantio realizado com GPS em relação a um realizado com marcador de linha você observa o quanto se pode reduzir as perdas”, enalteceu Giachini.

O professor Carlos Caneppele, da UFMT, pesquisou as perdas que ocorrem no transporte curto, que é aquele realizado da lavoura até a unidade armazenadora, que pode estar dentro da própria propriedade ou fora, no caso dos produtores que não possuem armazém. Foram pesquisadas sete propriedades na região de Sinop e Cláudia. “A má conservação das estradas e a situação dos caminhões que são usados para fazer este transporte influenciaram bastante nas perdas observadas. Além disto, a forma de descarregar o produto e a falta de limpeza dos caminhões no retorno para a propriedade também acarretam em perdas para o produtor. É preciso um investimento na melhoria dos caminhões utilizados e também na conservação destas estradas”, apresentou Caneppele.

Tanto o trabalho da professora Zulema Figueiredo quanto do professor Carlos Caneppele contaram com o apoio da Aprosoja.

Já no quesito armazenagem, o trabalho da professora Roberta Nogueira, do campus da UFMT em Sinop, que conta com a parceria de outras instituições, inclusive do Instituto ADM, avaliou a utilização de sensores para medir temperatura, umidade e fluxo de ar. Estes sensores poderão ser instalados dentro das unidades armazenadoras estáticas ou também nos caminhões que fazem o transporte de grãos ou de sementes, por exemplo. “Nos sistemas atuais a gente só consegue obter dados de temperatura. E para fazer a predição de perdas e a qualidade do produto, no mínimo, umidade relativa e temperatura devem ser aferidos. O desenvolvimento destes sensores é um passo importante para que possamos saber como de fato ocorre o armazenamento de grãos no nosso estado”, destacou Roberta Nogueira.

O armazenamento em silo bag também foi outro item do trabalho. A capacidade estática atual de Mato Grosso não suporta a produção de grãos do estado e quem sofre com isto são os produtores. “Nosso trabalho avaliou a viabilidade econômica deste sistema, muito utilizado em outros países, para o armazenamento de milho, comparando os custos em relação ao armazenamento convencional”, explicou Roberta Nogueira. Os pesquisadores armazenaram o milho durante três meses no silo bag, em condições reais, ou seja, no campo, e a cada 20 dias eram coletadas amostras, analisadas em laboratório. “A conclusão do trabalho foi que a qualidade do material armazenado foi mantida e os custos em comparação com o sistema tradicional também compensaram”, destacou a professora.

O chefe de Pesquisa da Embrapa Agrossilvipastoril, Auster Faria, que conduziu todas as apresentações durante o Workshop, destacou que ao final os pesquisadores definiram grupos de trabalho, com coordenadores e propostas para a continuidade dos projetos, divididos em quatro grandes áreas de atuação: perdas na colheita, no transporte, na armazenagem e uma última que serão políticas públicas, a fim de se estudar alternativas e propostas de leis, comissões e outros aparatos que complementem os projetos de prevenção e mensuração de perdas na produção agrícola. 
Fonte: Aprosoja

Soja: Produtores paraguaios se recusam a pagar royalties à Monsanto


Soja: Produtores paraguaios se recusam a pagar royalties à Monsanto

Uma das maiores associações de produtores de soja no Paraguai se opõe a pagar royalties à Monsanto pelo uso de suas sementes, em uma disputa que pode levar a um processo judicial envolvendo o principal produto de exportação do país. Encorajados pela decisão de um tribunal do Estado do Mato Grosso, que suspendeu a cobrança do direito argumentando que a patente expirou, a Associação de Produtores de Soja (APS) do Paraguai busca revogar os 4 dólares por tonelada a pagar à multinacional norte-americana.

Fonte: Reuters