O cultivo de cana-de-açúcar no sistema de plantio direto é capaz de
fixar no solo grandes quantidades de CO2, um dos principais gases responsáveis
pelo efeito estufa. O tema foi tratado no CLIA/CONBEA por Newton La Scala
Júnior, professor da Universidade Estadual Paulista – Unesp Jaboticabal, que
pesquisa os impactos das práticas de preparo e colheita na emissão de CO2 do
solo em áreas de produção da cultura.
La Scala explica que quanto mais se revolve o solo, maior é a perda do
CO2 fixado. “A cana-de-açúcar é capaz de fixar três a quatro vezes mais CO2 que
a soja, por exemplo. O preparo da terra para o plantio desta cultura necessita
revolver a terra profundamente, o que acaba por liberar quantidades
significativas deste gás na atmosfera”, diz.
O professor destaca também que as pesquisas sobre o plantio direto na
cana-de-açúcar ainda estão no início, mas já há empresas trabalhando no desenvolvimento
de maquinário para o sistema nesta cultura. Ele afirma que a rotação de cultura
antes da reforma do canavial pode ser realizada com o plantio de leguminosas,
como a soja ou o amendoim, que auxiliam na manutenção do gás no solo.
No Brasil há cerca de oito milhões de hectares de área plantada de
cana-de-açúcar, principalmente no Estado de São Paulo, responsável por 5,4
milhões de hectares cultivados na safra 2011/12. No Paraná, a área cultivada no
mesmo período é de 668.673 hectares.
Fonte: Cultivar
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