COTAÇÕES AGRÍCOLAS

domingo, 5 de maio de 2013

Calendário de vacinação contra aftosa é alterado






Os estados do Rio Grande do Norte, Sergipe e Alagoas, além de parte dos municípios de Minas Gerais e Pernambuco, terão alterações no calendário da primeira etapa de vacinação contra a febre aftosa, que começou nesta quarta-feira, 1º de maio. 

A informação foi divulgada por meio de nota técnica pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
A vacinação foi adiada para junho no Rio Grande do Norte e para julho em Sergipe, Alagoas e nos municípios do Agreste e Sertão de Pernambuco. Em Minas Gerais, o prazo foi prorrogado para 30 de junho em 120 municípios (nas coordenadorias regionais de Amenara, Janauba e Montes Claros).

Apesar não haver alterações no calendário da Bahia, 261 municípios do estado que decretaram situação de emergência serão acompanhados. Caso necessário, poderá ser adotada uma nova estratégia com tratamento diferenciado aos produtores que comprovarem não ter condições de vacinar seus animais.
“A flexibilização nessas localidades é justificada pela falta de chuvas, que tem comprometido o abastecimento de água e até mesmo a alimentação dos rebanhos”, explica o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques.

No restante do país, a programação segue inalterada. Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Tocantins e Distrito Federal começam em maio a vacinação de todo o rebanho de bovinos e bubalinos, sendo que Amazonas e Pará iniciaram em março o processo de imunização. Já nos estados do Acre, Espírito Santo, Paraná, Rondônia (onde a campanha começou em abril) e São Paulo serão vacinados os animais com idade abaixo de 24 meses.

A expectativa do Ministério da Agricultura é que 166 milhões de cabeças sejam vacinadas nesta primeira etapa. De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária, Ênio Marques, o sucesso da campanha depende também da participação ativa dos produtores. “Estamos próximos de reconhecer o Brasil como livre de aftosa com vacinação, mas para isso é necessário que os produtores também colaborem, vacinando corretamente o gado e mobilizando os vizinhos para a campanha”.
Fonte: MAPA



América do Sul pode ter exportação recorde de soja em maio, diz Oil World





As exportações de soja da América do Sul aceleraram após um início lento dos embarques da nova safra em 2013, e podem atingir um novo recorde em maio, avaliou a consultoria de oleaginosas, Oil World, na terça-feira (30-04).
“Isso vai resultar na tão necessária melhoria nos desembarques de soja nos países importadores, apesar de que o período de envio de três ou quatro semanas para vários destinos na Ásia e Europa precisa ser considerado”, disse a Oil World.
Os gargalos portuários têm limitado as exportações da nova safra de soja brasileira, enquanto as vendas dos produtores argentinos caiu parcialmente por conta de insatisfações com dados oficiais de câmbio.
Como resultado, a demanda mundial de soja foi desviada de volta aos EUA, onde os estoques estão apertados, mas os preços começaram a enfraquecer por expectativas de grandes exportações da América do Sul.
“As exportações de soja sul-americana estão acelerando, provavelmente alcançando 9,3 milhões de toneladas em abril, uma máxima para o mês de abril e mais do dobro em comparação com as 4,3 milhões de toneladas exportadas em março”, disse a Oil World.
“Uma alta adicional para pelo menos 10 milhões de toneladas deve provavelmente ocorrer em maio, um nível sem precedentes e acima do recorde anterior de 9,6 milhões de toneladas em maio do ano passado”, avaliou.
A Oil World estimou que as exportações de soja do Brasil em abril subiriam para 6,4 milhões de toneladas ante 3,54 milhões de toneladas em março, e 4,43 milhões em abril de 2012.
As exportações argentinas da oleaginosa, que começam em abril, devem subir para 1,6 milhão de toneladas neste mês ante as 30 mil toneladas enviadas em março e 720 mil toneladas em abril de 2012, disse a analista.
“Maiores exportações de soja sul-americana são muito necessárias para compensar pela forte queda nas exportações dos EUA, que podem cair entre 1 e 1,2 milhão de toneladas em maio”, disse a Oil World.
A safra de soja dos EUA caiu em 2012 por conta de uma seca que reduziu os estoques de exportação e elevou os preços da soja a máximas recorde em setembro do ano passado.
Fonte: Reuters

Produtores de GO investem no sorgo e no milheto na safra de inverno





O agricultor Jalel Bertotti optou por plantar sorgo na safrinha. Duzentos hectares da propriedade que fica no município de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, foram destinados ao plantio do grão.
Por enquanto, o clima está ajudando, o que desanima o agricultor é o preço: R$ 13 a saca de 60 quilos. Se o preço não subir até a hora de colher, daqui há dois meses, vai ficar difícil fechar as contas.
O sorgo tem sido uma alternativa para os agricultores que não querem arriscar plantando milho, cultura mais sensível ao clima. O problema é que como o preço este ano não está agradando, tem gente trocando o sorgo pelo milheto, que também é bastante procurado pela indústria.
Em outra propriedade foram plantados 400 hectares de milheto, o que corresponde a 40% da área total, bem mais que no ano passado. “A gente planta o milheto visando duas coisas, a produção de grãos para as indústrias locais e para o interior de São Paulo e a palhada na cultura subsequente”, explica Luiz Antônio Montemezzo, gerente da fazenda.
O agrônomo que cuida da propriedade, Leonardo Gondim, diz que mais agricultores estão investindo no milheto na região. Em Rio Verde foram plantados 40 mil hectares do grão, 13% a mais se comparado com o ano passado.
“O milheto tem vários benefícios, entre eles, a reciclagem de nutrientes e o controle e diminuição da população de pragas no solo, principalmente o nematoide”, explica Gondim.
Fonte: Globo Rural