COTAÇÕES AGRÍCOLAS

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Produção pode chegar a 182 milhões de t de grãos



Produção pode chegar a 182 milhões de t de grãos

09/11 
Raimundo Estevam

A safra nacional de grãos do período 2012/2013 deve ficar entre 176,82 e 181,55 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 6,4% a 9,3% ou o correspondente a 10,65 milhões e 15,38 milhões de toneladas a mais que a da safra passada que chegou a 166,17 milhões. Os números são da intenção de plantio apurada no 2º levantamento da safra e divulgados na quinta-feira (8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A soja teve maior o destaque entre as culturas em termos de crescimento de produção, com um acréscimo estimado entre 13,71 milhões e 16,61 milhões de toneladas em comparação com o período passado. Já o milho primeira safra apresentou uma elevação entre 216,6 mil e 1,52 milhão de toneladas, enquanto que o feijão primeira safra sofreu uma variação de – 1,4 mil a 49,3 mil toneladas. O motivo se deve aos altos preços do grão no mercado, devido à quebra de safra dos principais países exportadores.

Área – A estimativa aponta para uma área cultivada entre 50,89 e 52,22 milhões de hectares, resultado que indica uma variação desde a manutenção a um aumento de 2,6%, ou seja, poderá haver acréscimos de 1,34 milhão de hectares à área de 50,85 milhões cultivada na safra anterior.
A soja foi o único grão que apresentou crescimento de área, em comparação com o estudo das culturas de algodão, arroz, feijão primeira safra e milho primeira safra. A variação é de 5,5% a 9,3% ou o intervalo entre 26,43 e 27,38 milhões de hectares acima do obtido em 2011/2012, quando foram cultivados 25,04 milhões de ha.

Participaram do levantamento cerca de 50 técnicos da Conab que foram a campo nas principais regiões produtoras do país, no período de 22 a 26 de outubro.

CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento

Atraso no plantio da soja poderá reduzir em 6% a produção de milho em MT



Atraso no plantio da soja poderá reduzir em 6% a produção de milho em MT

Produtor está animado para incrementar a produção, mas o clima pode ser determinante.

Apesar da intenção do produtor de Mato Grosso em querer aumentar a área plantada de milho e investir em tecnologia no campo, a produção do grão na safra 12/13 poderá ficar aquém da temporada passada. Isso porque o clima poderá interferir no tamanho da produção mato-grossense. Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgadas nesta quinta-feira (8), apontam que a produção de milho no estado irá reduzir em 6%, passando de 15,6 milhões de toneladas para 14,6 milhões de toneladas. A produtividade terá um impacto maior com uma queda de 30%, de 5,6 mil quilos por hectare para 3,9 mil quilos por hectare. Já a área deverá ser manter praticamente estável, em 2,7 milhões de hectares. 

Veja a notícia na íntegra no site do Agrodebate.
Fonte: Agrodebate

Milho: USDA surpreende e aumenta estimativa para produção nos EUA



Milho: USDA surpreende e aumenta estimativa para produção nos EUA
A projeção do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu relatório de oferta e demanda divulgado nesta sexta-feira (9) para a produção de milho dos EUA também aumentou e passou de 271,95 milhões para 272,43 milhões de toneladas. Esse aumento projetado pelo departamento foi uma surpresa para o mercado que apostava em uma redução dos números para o grão. 

A produtividade do milho foi pouco alterada, registrando um leve aumento, passando de 129,1 para 129,45 sacas por hectare. O número parece ter vindo ligeiramente acima do esperado que era de 129,2 sacas por hectare. 

Os estoques finais de milho nos EUA foram estimados pelo USDA em 16,43 milhões de toneladas, maiores do que as 15,72 milhões de toneladas de outubro e acima ainda do esperado pelos traders, de algo por volta de 16,1 milhões de toneladas. 

Mundo - A safra mundial de milho 2012/13, de acordo com o reporte, deverá ser de 839,70 milhões de toneladas. Em outubro, o estimado foi um volume de 839,02 milhões de toneladas. 

Os estoques finais mundiais foram estimados em 117,99 milhões de toneladas, apresentando um aumento em relação ao projetado em outubro 117,27 milhões de toneladas. 

A produção brasileira foi estimada em 70 milhões de toneladas, a da Argentina em 28 milhões e a da China em 200 milhões de toneladas. 
Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

USDA: Produção e estoques de soja nos EUA ficam acima das expectativas



USDA: Produção e estoques de soja nos EUA ficam acima das expectativas

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou, nesta sexta-feira (9), seu novo relatório de oferta e demanda e mais uma vez surpreendeu o mercado com alguns números. 

Para a produção de soja nos Estados Unidos, a estimativa do departamento norte-americano veio em 80,66 milhões de toneladas. No relatório de outubro a colheita norte-americana foi estimada em 77,84 milhões de toneladas. O número veio acima das expectativas do mercado, que apostavam em uma produção média de 78,68 milhões de toneladas. 

A produtividade também registrou um aumento e foi reportada em 44,57 sacas por hectare, frente as 42,87 sacas estimadas no mês passado. A expectativa dos traders era de algo em torno das 43,32 sacas. 

Quanto aos estoques finais norte-americanos de soja, as projeções do USDA passaram de 3,65 milhões para 3,81 milhões de toneladas. O mercado, no entanto, aguardava por algo próximo das 3,62 milhões de toneladas, volume ligeiramente menor do que o número de outubro. 

Mundo - No cenário mundial, o USDA aumentou ainda sua estimativa para a produção mundial de soja, que passou de 264,28 milhões de toneladas para 267,60 milhões de toneladas. A colheita do Brasil foi estimada em 81 milhões de toneladas,a da Argentina em 55 milhões e a da China em 12,60 milhões de toneladas. 

Sobre os estoques mundiais, a projeção do departamento passou para 60,02 milhões de toneladas, trazendo um expressivo crescimento em relação ao volume estimado em outubro de 57,56 milhões de toneladas. 

O USDA estimou ainda as importações de soja da China em 63 milhões de toneladas contra as 61 milhões projetadas no boletim anterior. 
Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Produtores de Nova Mutum param plantio de soja por falta de chuva


Produtores de Nova Mutum param plantio de soja por falta de chuva












Produtores de Nova Mutum param plantio de soja por falta de chuva


Com cerca de 85% da área semeada, em Nova Mutum, alguns produtores decidiram parar o plantio, neste final de semana. A confirmação foi feita, ao Só Notícias, pelo presidente do Sindicato Rural local, Emerson Bonini. “Estamos acompanhando constantemente o plantio. Conversamos com os produtores e alguns afirmaram que estão com as máquinas paradas na lavoura, até a chegada da próxima chuva. Isso nos deixa apreensivos, alguns produtores estão plantando no pó e assumindo o risco”, afirma.

Bonini também afirmou que o replante atingiu uma pequena parcela de produtores mutuenses. “Não foram muitos casos, mas aconteceu e eles também estão aguardando chuva. A mesma preocupação afeta os que conseguiram finalizar o plantio. Essa expectativa pode terminar, este final de semana, no qual a previsão indica boa chuva na nossa região”.

A projeção de área plantada em Nova Mutum, segundo o sindicato, é de 380 mil hectares.

Mapa seleciona projetos para capacitar cooperativas agropecuárias


Mapa seleciona projetos para capacitar cooperativas agropecuárias

05/11 
O Ministério da Agricultura disponibilizou um total de R$ 2,4 milhões para o financiamento dos projetos
Preocupado em atender os anseios do movimento cooperativista mundial e brasileiro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) abriu a chamada pública Nº 002/2012 para selecionar propostas de projetos de capacitação para cooperativas de produção agropecuária, incluindo eventos e publicações. As propostas podem ser apresentadas por entidades privadas sem fins lucrativos para todo território nacional. As inscrições podem ser feitas a partir desta quinta-feira, dia 1° de novembro, até o dia 16 de novembro, no site www.agricultura.gov.br.
O Ministério da Agricultura disponibilizou R$ 2,4 milhões para o financiamento de oito projetos. Entre os objetivos está o fortalecimento das cooperativas de produção agropecuária e o aprimoramento no processo de gestão produtiva, comercial e cooperativista. Com a chamada, o Mapa também pretende ampliar a participação de mulheres e jovens no debate de políticas do cooperativismo e facilitar a articulação entre as redes de cooperativas. "Nada mais justo apoiar os projetos de cooperativismo no momento que comemora-se o Ano Internacional das Cooperativas", afirmou o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho.
Para enviar os projetos, as cooperativas de produção agropecuária deverão manter uma correlação direta com os programas do Departamento de Associativismo e Cooperativismo (Denacoop) do Mapa e enquadrar-se em uma das sete linhas de atuação da chamada. Entre elas, está a capacitação gerencial e técnica do quadro social e ou funcional de pequenas associações rurais e cooperativas de produção agropecuária usuários dos programas governamentais de aquisição de alimentos (PAA) e nacional de alimentação escolar (PNAE).

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Caio Rocha, a intenção é buscar a valorização dos recursos humanos, das pessoas que participam e administram o cooperativismo. “A ação tem como objetivo valorizar as redes de cooperativas e debater com jovens e mulheres as políticas do desenvolvimento da gestão do cooperativismo. Além de capacitar as cooperativas e levar novas tecnologias sustentáveis para que se possa trabalhar com a organização da produção”, afirmou.

Outra linha de atuação é a capacitação do corpo técnico de cooperativas com o fim de disseminar entre os cooperados técnicas sustentáveis de manejo agrícola, buscando evitar o desperdício e implementar o conceito de agricultura de precisão.

Segundo o coordenador do Denacoop, Kleber Santos, existe uma demanda do setor cooperativista em capacitar, principalmente, as pequenas e médias cooperativas. “Nosso maior objetivo é contribuir para a profissionalização das cooperativas e para adoção de tecnologias sustentáveis, bem como destacar o PPA e o PNAE, os programas de transferência de renda para pessoas que estão ligadas a pequenas associações e cooperativas”, explicou.

Para mais informações do edital acesse
http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=01/11/2012&jornal=3&pagina=15&totalArquivos=272

Cana é a fonte renovável que mais crescerá na matriz energética


Cana é a fonte renovável que mais crescerá na matriz energética

05/11 
Plano Decenal do governo prevê alta do etanol e da bioeletricidade, mas reconhece desafios

Luiz Silveira


A cana-de-açúcar é uma das fontes de energia que mais crescerá no Brasil na próxima década, segundo previsto pelo governo no Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2021. Na quarta-feira (31-10) é encerrado o prazo para contribuições da sociedade à consulta pública sobre o PDE. O documento, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), prevê que os derivados da cana-de-açúcar vão crescer 8,1% ao ano na próxima década, ficando atrás apenas do gás natural, com 9,1%.

Com esse crescimento, a cana aumentará sua participação na matriz elétrica brasileira de 16,4% em 2011 para 21,2% em 2021. As projeções mostram que os derivados da cultura representarão quase metade da energia renovável total utilizada no país daqui a dez anos. As fontes renováveis, que hoje representam 43,1% do consumo, crescerão para 45% em 2021. O etanol e a biomassa de cana crescerão mais rápido do que a média das fontes renováveis na próxima década: em média 8,1% ao ano, contra 5,1% anuais, respectivamente.

Os principais derivados da cana considerados na conta são o etanol e a eletricidade gerada a partir da queima do bagaço de cana-de-açúcar. Mas o PDE considera que, até 2021, o Brasil já poderá ter produções “modestas” de biocombustíveis avançados, como o diesel de cana, o etanol celulósico e o bioquerosene de aviação.

“Um dos desafios para aumentar a competitividade dos biocombustíveis é investir em pesquisa e desenvolvimento, porque ainda não há uma estratégia vencedora”, disse na quarta-feira (31-10) Daniela Corrêa, especialista em regulação da Superintendência de Biocombustíveis e Qualidade de Produtos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).


Desafios do etanol
Os números do próprio PDE mostram que o desafio não é fácil. Apesar de apontar boas perspectivas para o etanol, devido ao aumento da frota flex, o PDE 2021 reconhece as dificuldades do setor sucroenergético em ampliar a produção de etanol no curto prazo. Por isso, o documento traz projeções de produção mais baixas que o PDE 2020, definido em 2011.
No ano passado, o plano calculava que o Brasil produziria 73,3 bilhões de litros de etanol em 2020, enquanto o PDE 2021 reduziu essa projeção para 68,3 bilhões de litros em 2021. As projeções de exportação também foram significativamente reduzidas, de 6,8 bilhões de litros ao fim do período do PDE 2020 para 3,3 bilhões de litros no PDE 2021.

Segundo Daniela, da ANP, quebras de safra causadas por problemas climáticos têm afetado a produção de cana-de-açúcar, além de outros fatores. “As projeções da EPE apontam que só em 2016 a produtividade da cana recuperará os níveis de 2008”, afirmou a especialista, após palestrar no 7º Congresso Internacional de Bioenergia, em São Paulo.

Desde 2008, a crise financeira e o clima têm atrapalhado o crescimento da produção. Segundo os empresários do setor, os custos subiram muito nos últimos anos, mas os preços do etanol não acompanharam essa alta porque a gasolina permanece com preço congelado pelo governo.