COTAÇÕES AGRÍCOLAS

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Compra de máquinas agrícolas


Nesta quarta-feira, o Governo Federal anunciou que vai comprar 3 mil patrulhas agrícolas (tratores e equipamentos agrícolas) no valor R$ 840 milhões para aumentar a produtividade da agricultura. A medida faz parte de pacote de estímulo à economia no valor de R$ 8,4 bilhões, batizado de “PAC Equipamentos – Programa de Compras Governamentais”.
Também foi informada a compra de 3.591 retroescavadeiras, no valor de R$ 650 milhões, e 1.330 motoniveladoras por R$ 638 milhões, com o objetivo de melhorar as estradas e ajudar o escoamento da produção agrícola dos municípios.
Outra medida de impacto reflete diretamente no combate à seca. O governo vai adquirir 8 mil caminhões a custo de R$ 2,280 bilhões para ações em localidades afetadas pela estiagem, destinar a municípios com problemas climáticos e reequipar as forças armadas.
Fonte: MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Viabilidade das hidrovias em MT será discutida em Brasília



29/06 
Movimento Pró-Logística realiza simpósio que apresenta o potencial da região norte do estado e a importância das hidrovias

​O Movimento Pró-Logística realizará o Simpósio Hidrovias do Norte de Mato Grosso na próxima terça (3), na Câmara dos Deputados, em Brasília. O objetivo é apresentar aos empresários e legisladores federais o potencial da região Norte de Mato Grosso e como as hidrovias do Teles Pires e do Arinos-Juruena-Tapajós poderão melhorar o escoamento da safra de grãos de Mato Grosso. 

O presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, frisa que o modal de transporte por meio de hidrovias é “a carta de alforria dos produtores rurais”. “Precisamos diversificar a forma de escoar a safra de grãos de Mato Grosso, pois não temos mais como transportar somente pelas rodovias, que já estão saturadas, um bom exemplo disto é a BR-163, que quando estiver concluída já estará com sua capacidade ultrapassada”, disse. 

Um estudo da empresa Macrologística apontou que o trecho da BR-163 entre os municípios de Lucas do Rio Verde e Diamantino, por exemplo, já estava com sua capacidade de escoamento saturada em 2008, transportando 520% a mais do que deveria. No pico da safra, que é o segundo trimestre do ano, poderia escoar 1,3 milhão de toneladas, mas transportava sete milhões de toneladas. Em 2020, se não ocorrerem mudanças nos modais, serão transportados 12,1 milhões de toneladas somente por este trecho. 

Um porto em Cachoeira Rasteira, no município de Apiacás, região Norte do estado, poderia solucionar parte do problema de escoamento, por exemplo. Segundo Edeon Vaz Ferreira, coordenador do Movimento Pró-Logística, somente por este local seria possível escoar uma produção de 42 milhões de toneladas. A área de atuação do porto seria um raio de 600 quilômetros partindo do município pelo rio Tapajós.

Com esse novo porto, o impacto também seria econômico, pois o preço do frete reduziria quase pela metade. Para escoar a safra pelo porto de Santarém (PA), o frete cobrado é de R$ 110 por tonelada. Com a hidrovia, o valor reduziria para algo em torno de R$ 56 por tonelada.

Serviço – O simpósio acontece no dia 3 de julho, das 14h às 17h30, no Auditório Freitas Nobre, Anexo IV da Câmara dos Deputados, em Brasília. O deputado Homero Pereira, presidente da Frente Parlamentar de Logística de Transportes da Câmara fará a abertura do evento. Na sequência, será realizada palestra sobre os corredores de escoamento da produção em Mato Grosso pelo Movimento Pró-logística. Representantes do Ministério dos Transportes, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional das Águas (ANA) e Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) também farão apresentações.

Ruralistas vão 'acampar' em Cuiabá/MT



29/06 
CLARICE NAVARRO DIÓRIO

A engenheira da Secretaria de Infraestrutura do governo do Estado, Air Montechi, representou o titular da pasta, secretário Arnaldo Alves, na reunião que o Sindicato Rural realizou na noite da última segunda-feira com os associados. Mais de dez ruralistas da região de Vila Aparecida estiveram presentes, cobrando a retomada da obra de asfalto da MT-343, que liga Cáceres a Barra do Bugres e a Porto Estrela, ou seja, oeste ao norte do Estado. A MT tem 160 quilômetros, dos quais 39 foram licitados e apenas 14 foram asfaltados, isso num período de quatro anos.

Os ruralistas não se convenceram. Walmir Nicole, que preside o movimento "MT-343, Asfalto Já", informou que não gostaria que as coisas chegassem a este ponto, mas que irão em comitiva até a Sinfra e até a Assembleia Legislativa, e só voltam com uma solução. A vinda à Capital já está sendo articulada para os próximos dias.

Há 15 dias, a empreiteira que fazia a obra rescindiu o contrato com o governo e retirou as máquinas. O canteiro de obras está abandonado, e a estrada está com vários pontos de tráfego difícil, além de pontes quebradas.

Air reconheceu o problema e disse que levou quatro horas e meia para percorrer o trecho, de 160 quilômetros, que, quando a estrada está boa, faz em uma hora e meia.

Ela isentou o governo da culpa da interrupção da obra. A empreiteira parou dizendo que estava levando prejuízo e que faltou o repasse de recursos. A engenheira diz que o governo não deve um único centavo à empreiteira, referente à obra da 343. "Eles têm a receber de uma obra em outra região do Estado. Uma empreiteira que tem várias obras tem que ter condições próprias de execução de serviços. Atualmente, todas estão trabalhando com margem pequena de lucro". Segundo ela, está sendo feita a medição rescisória e a segunda colocada na licitação será chamada para concluir o trecho licitado.

Explicando o trabalho da Sinfra na região, a engenheira Air disse que é fiscal da obra da MT-343 e que tem tentado obras de manutenção na mesma. "Trabalho com uma única patrulha mecânica e atendo 14 municípios. Já levei a demanda ao governo. Nos municípios de Barra do Bugres e Porto Estrela, cerca de 180 quilômetros ao norte de Cuiabá, com parceria com as prefeituras, conseguimos fazer obras de reparação para dar condições de tráfego aos usuários, como patrolamento e cascalhamento. No município de Cáceres (225 quilômetros ao oeste de Cuiabá), a parceria nunca é firmada. A ajuda só vem dos próprios produtores, e de poucos. Agora mesmo está acontecendo uma parceria em Porto Esperidião e a prefeitura de lá chegou a recuperar um trecho que pertence a Cáceres. Já fiz de tudo. Mesmo oferecendo o óleo e pedindo o apoio de apenas uma patrola, não fui atendida aqui. Talvez seja porque santo de casa não faz milagre”, acrescentando que falta liderança.

Ela contestou os agropecuaristas sobre o asfalto de Araputanga a Reserva do Cabaçal. É certo que lá dois deputados são da região, mas segundo ela, esta também é uma demanda antiga e está sendo feita por trechos. "Eu acredito que receberemos mais maquinário em poucos dias e aí, pelo menos obras de manutenção nos municípios da região serão feitas com maior agilidade".

SEM EFEITO - Para os ruralistas, discurso não resolve. Eles afirmaram entender as dificuldades da engenheira, mas afirmaram também que logo começam as chuvas e com ela, os atoleiros e as pontes quebradas, tornando a estrada intrafegável e comprometendo o escoamento da produção e o transporte escolar.

O presidente em exercício do Sindicato Rural, Jeremias Pereira Leite, disse que a ausência do secretário na reunião era inadmissível e caracterizava descaso da Sinfra.

Plano safra ajuda Brasil a enfrentar crise, diz Dilma



29/06 
BRASÍLIA (Reuters) - Com mais recursos e juros menores, o plano agrícola para a nova safra (2012/13) deve fortalecer o setor agropecuário internamente e reforçar a atuação do Brasil no mercado externo em meio à crise na economia, disse a presidente Dilma Rousseff nessa quinta-feira (28).

"O nível de competitividade da agricultura no Brasil é capaz de superar as crises", afirmou a presidente em discurso durante o lançamento do plano, acrescentando que não há restrições de recursos para agricultura.

"Esse plano agrícola pretende ampliar cada vez mais o espaço da agricultura brasileira dentro e fora do Brasil", acrescentou.

O governo federal anunciou na manhã desta quinta-feira, em Brasília, o Plano Agrícola e Pecuária para a safra 2012/13, confirmando aumento de 7,5 por cento nos recursos disponíveis para custeio e investimentos no campo.

Ao todo, serão oferecidos 115,2 bilhões de reais para a agricultura empresarial, ante 107,2 bilhões de reais do ciclo anterior. Deste total, 86,9 bilhões de reais serão para financiar custeio e comercialização e 28,2 bilhões de reais para investimentos.

O novo plano reduz de 6,75 por cento para 5,5 por cento a taxa anual de juros.

"Isso é o reconhecimento que damos ao papel que a agricultura desempenha no enfrentamento da crise mundial", disse Dilma, sobre a redução de juros.

"Os juros baixaram no capital de giro e no investimento", acrescentou o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, durante o evento.

O total de recursos com taxa de juros controlada será de 93,9 bilhões de reais, o que corresponde a um acréscimo de 18,5 por cento em relação ao programado para a safra anterior. Já os juros livres totalizam 21,3 bilhões de reais.

"Esperamos por 20 anos por juros compatíveis com a nossa atividade produtiva", disse a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, senadora Katia Abreu, celebrando a redução da taxa.

NOVOS LIMITES
Foram ampliados os limites de financiamento de custeio e comercialização.

No caso do custeio, houve aumento do limite para 800 mil reais por produtor, ante 650 mil reais do plano anterior.

Para a comercialização o limite foi elevado para 1,6 milhão de reais, ante 1,3 milhão de reais do plano anterior. Em ambos os casos, a variação foi de 23 por cento sobre a safra anterior.

O limite de financiamento de cooperativas passou para 100 milhões de reais por entidade, ante 60 milhões do último plano.

MÉDIO PRODUTOR

A taxa de juros para médios produtores foi reduzida para 5 por cento ao ano, ante 6,25 por cento do plano anterior.

O volume de recursos para custeio cresceu 15 por cento, para 7,1 bilhões de reais.

Foi elevada para 800 mil reais a renda bruta anual para enquadramento do produtor no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), ante 700 mil reais de limite na última safra.
O limite de crédito por beneficiário passou para 500 mil reais, ante 400 mil reais no ano anterior.

"Tem que chegar ao maior número de produtores", disse a presidente Dilma. "Ter este foco no médio produtor é um momento importante", acrescentou ela.

O Plano Safra da Agricultura Familiar será lançado na próxima semana, com um montante de 18 bilhões de reais em crédito para os pequenos produtores.

EXTENSÃO RURAL

A presidente Dilma disse ainda que o governo estuda a criação de uma agência de extensão rural, capaz de disseminar as melhores técnicas agrícolas em todo o país.

"É uma forma de democratizar conhecimento", disse ela. "Este talvez seja um dos maiores desafios do meu governo."

Segundo a presidente, a agência só poderá existir com a cooperação entre Ministério da Agricultura e Ministério do Desenvolvimento Agrário.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello; Texto Gustavo Bonato; Edição Fabíola Gomes)

Mercado de fertilizantes e defensivos segue em crescimento





Levantamento realizado por entidades representativas confirmou elevação em ambos os setores

As entregas de fertilizantes somaram 9,2 mil toneladas no período janeiro a maio de 2012, indicando um aumento de 8,5% em relação ao mesmo intervalo de 2011, quando foram negociadas 8,5 mil toneladas. O balanço foi apresentado pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) durante a 61ª reunião ordinária da Câmara Temática de Insumos Agropecuários, realizada na quarta-feira, 27 de junho, em Brasília.

O total de nutrientes (NPK) entregues alcançou, no período analisado, 3,7 mil toneladas, ou seja, uma evolução de 7% em relação aos cinco primeiros meses do ano passado, quando foram comercializadas 3,5 mil toneladas.

As entregas de fertilizantes nitrogenados (N) apresentaram uma evolução de 7,5%, passando de pouco mais de mil toneladas, em 2011, para 1,1 mil toneladas, em 2012. O aumento é creditado, principalmente, à maior demanda para as culturas de cana de açúcar, algodão, café, milho safrinha e arroz.

Os fertilizantes fosfatados (P2O5) registraram elevação de 11,5%, passando de 1,1 mil toneladas, em 2011, para 1,2 mil toneladas, em 2012, com ênfase para as culturas de milho safrinha, algodão, plantio de cana de açúcar, além de uma aceleração nas entregas para safra de verão de soja e milho. Nos fertilizantes potássicos (K2O) houve alta de 2,8% na quantidade vendida, chegando a 1,3 mil toneladas neste ano.

Entre os estados, Mato Grosso concentrou o maior volume de entregas entre janeiro e maio de 2012, atingindo 1,8 mil toneladas. São Paulo, com 1,4 mil toneladas; Paraná, com 1,2 mil toneladas; e Minas Gerais, com mil toneladas, foram, respectivamente, os outros maiores compradores.

A produção nacional teve um pequeno aumento nos cinco primeiros meses deste ano na comparação com igual intervalo em 2011 – 0,8% – alcançando 3,6 mil toneladas. Também foi registrado avanço na produção de fertilizantes nitrogenados e fosfatados, de 3,8% e de 13,6%, respectivamente, enquanto os potássicos apresentaram redução de 11,5%.
Defensivos movimentaram 27% a mais.

Conforme o levantamento do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), as vendas de defensivos acumuladas de janeiro a março de 2012 atingiram R$ 2,3 bilhões, o que demonstra acréscimo de 27% em comparação com o mesmo período de 2011, quando o montante foi de R$ 1,8 bilhão. Os negócios foram impulsionados, principalmente, pelas culturas de cana, algodão, milho e citros.

O segmento de herbicidas apresentou ampliação junto aos mercados de algodão, cana, cereais, feijão, milho, mas registrou redução na soja, arroz e citros. O setor do café puxou o comércio de fungicidas, que decaiu em algodão, arroz, soja e milho. O segmento de inseticidas cresceu impulsionado pelos mercados de algodão, soja e cana. Tomate, cereais e arroz contabilizaram queda.

29/06 
Marcos Giesteira

quinta-feira, 28 de junho de 2012

China comprou mais da metade da soja mato-grossense em maio




Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a China foi o principal destino das exportações de soja mato-grossense em maio deste ano, participando com 81,5% dos embarques no período.

O país comprou 2,12 milhões de toneladas do produto. No total foram exportadas 2,60 milhões do grão pelo Mato Grosso em maio.

A China foi o principal cliente da soja grão mato-grossense também no acumulado de janeiro a junho deste ano, responsável por 69,1% das compras totais, quando o estado exportou um total de 7,28 milhões de toneladas.

Maio foi o mês de maior volume exportado do produto em 2012.
Fonte: Scot Consultoria

Fretes de grãos podem ficar até 40% mais caros em Mato Grosso


O frete de grãos deve ficar mais caros em Mato Grosso. Uma estimativa do setor produtivo é que encareçam entre 30% a 40% no estado, elevando o volume de recursos necessários para escoar até os portos a produção de grãos. O estado é o maior produtor brasileiro com uma safra anual superior a 35 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A previsão de crescimento para 2012 supera a alta verificada em 2011, quando as tarifas evoluíram 10% na comparação com 2010, chegando ao final do ano passado em US$ 118 a tonelada.
Fonte: Globo Rural

Plano Agrícola e Pecuário demonstra alinhamento às demandas do setor, avalia Famasul



O conjunto de medidas do pacote, em Brasília.

Para o dirigente, a participação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a postura da presidenta Dilma no lançamento do Plano vão ao encontro das posturas defendidas pelo setor. “Tão importante quanto as medidas práticas anunciadas, o evento demonstrou o alinhamento do Governo Federal às demandas do setor e o reconhecimento em relação ao seu peso no panorama econômico atual”, avalia o dirigente.

Tal como havia sido informado anteriormente, o Plano terá incremento de 7% no volume de recursos disponíveis para custeio e investimento na safra que inicia em 1º de julho. Dos R$ 115,2 bilhões disponíveis, R$ 86,9 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização e R$ 28,2 bilhões para programas de investimento. O montante total oferecido no ciclo anterior foi de R$ 107,2 bilhões. Outro avanço foi a redução na taxa de juros, de 6,75%, no ciclo anterior para 5,5% ao ano.

No lançamento, o ministro da Agricultura e Pecuária, Mendes Ribeiro Filho, fez menção à quantia disponibilizada, lembrando que no ciclo 2006/07 foram oferecidos R$ 27 bilhões. Com o incentivo, destacou o ministro, o governo espera “manter a agropecuária brasileira no patamar de destaque já alcançado”. A presidente CNA participou do lançamento e enalteceu a coerência da presidenta na condução das questões relacionadas ao setor agropecuário, lembrando que há quatro décadas o brasileiro gastava 48% da renda com a alimentação, percentual que hoje fica em 17%, permitindo que a diferença seja aplicada em itens como moradia e qualidade de vida.  
Dilma Roussef defendeu políticas voltadas pera o médio produtor e ressaltou que o crescimento da produção nacional não é incompatível com a sustentabilidade. Citou práticas da agricultura como o plantio direto na palha, a rotação lavoura-pecuária e métodos que contribuem para a fixação de nitrogênio no solo como ações ambientalmente corretas que se revertem em aumento de produtividade. “Somos uma potencia agropecuária porque agregamos às condições naturais a eficiência do trabalho e da tecnologia”, afirmou.

Além de aumento no montante total e da redução de juros, o Plano eleva os limites de financiamento para produtores de R$ 650 mil para R$ 800 mil para custeio e de R$ 1,3 milhão para R$ 1,6 milhão para comercialização. As cooperativas também tiveram elevado seu limite de financiamento de R$ 25 milhões para 50 milhões pelo Procap-Agro e de R$ 60 milhões para R$ 100 milhões, através do Prodecoop.
Fonte: Famasul

Soja convencional está acima da média em MT



O Programa Soja Livre (PSL) divulgou os resultados técnicos de produtividade das cultivares de soja convencional plantadas na safra 2011/12 onde foram testados cultivares convencionais em 50 propriedades rurais do estado. As cultivares não transgênicas se destacaram novamente, com produtividade acima da média regional. “Apesar do clima não ter favorecido muito a safra neste ano, as variedades convencionais demonstraram boa estabilidade produtiva”, afirmou o coordenador do programa, Clóvis Albuquerque.
Nesta safra, foram instaladas em Mato Grosso 26 Unidades Demonstrativas (UD), onde são produzidas diversas variedades pelos técnicos do PSL, e mais de 50 Áreas Demonstrativas (AD), onde o produtor planta a variedade não geneticamente modificada e esta é comparada com a cultivar que é plantada normalmente naquela área. Desta forma, as variedades são testadas e aprovadas, aumentando as opções de escolha por parte dos agricultores.
O produtor de Diamantino Noedir Marcondes teve a maior produtividade do Programa Soja Livre nesta safra, com a variedade BRSGO 7960, de ciclo precoce. Foram 71 sacas por hectare. “Gostamos tanto do material que já compramos para usar em 50% da área que será plantada na próxima safra”, afirmou. Serão 11 mil hectares semeados com as cultivares convencionais na safra 2012/13. “Optamos por plantar soja convencional há cerca de seis anos porque a produtividade é boa e os preços também estão valendo a pena”, explicou o produtor.
Desde 2009, quando foi lançado o Programa Soja Livre, os agricultores têm demonstrado estar satisfeitos com as cultivares não transgênicas. “As variedades têm atendido à demanda dos produtores, com lançamentos anuais de novos materiais. Além disso, a soja convencional tem conseguido uma rentabilidade alta e custo equivalente ao das variedades transgênicas”, explicou Clóvis Albuquerque. E o mercado está demandando a soja convencional, especialmente países da Europa, o Japão e a Coréia, segundo Albuquerque.
O Programa Soja Livre é uma parceria entre Aprosoja, Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange) e Embrapa. Em 2011, passou a atuar também em Mato Grosso do Sul, Rondônia, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Maranhão, São Paulo e Minas Gerais.
Fonte: Ascom Aprosoja